HOW About This? #61: "O período pós-guerra"

Fala, galera. Tudo bem com vocês? Espero que sim. Eu sou Elyas Correa Nogueira e lhes recebo na coluna mais duradoura desse blog, o 'HOW About This?'. Dois dias depois do melhor PPV do ano (na minha opinião), trago para vocês o meu review do WWE Battleground. Sem mais nenhuma enrolação, vamos lá!

Tenho que começar assumindo que esse evento limpou a história relativamente negativa dos Battlegrounds anteriores. Os combates foram muito bem formados e as storylines foram bem executadas. A Triple Threat do Shield finalmente aconteceu e Dean Ambrose triunfou, mantendo o WWE Championship no SmackDown. É claro que não foi um PPV perfeito mas é o melhor do ano na minha opinião (excluindo os TakeOvers). Com a perspectiva de que esse será o último PPV (tirando os Big Fours) que será dividido entre RAW e SmackDown, foi uma ótima maneira de começar, de fato, a New Era. Então, partimos para uma análise do que pode acontecer nessa nova era da WWE.

No Money in The Bank, Seth Rollins derrotou o então WWE Champion Roman Reigns para vencer o título mundial pela segunda vez em sua carreira na WWE. Dean Ambrose, que havia vencido o combate que deu o nome ao PPV, fez o cash-in minutos depois e venceu o título mundial pela primeira vez. No RAW da noite seguinte, foi anunciado que teríamos a sonhada Shield Triple Threat no WWE Battleground. Na noite seguinte, Reigns foi suspenso para a alegria da geral. Embora o 'Big Dog' estivesse ausente para o andamento da storyline, Rollins e Ambrose conseguiram carregar a feud da melhor maneira possível. No Battleground, a WWE acertou o resultado e Ambrose saiu como campeão.

A luta em si foi ótima e consegui fazer algumas observações. Ambrose atuou muito mais como um tweener do que como um face e isso é muito bom. A gimmick de Ambrose pede um tweener, embora ele tenha desenvolvido muito bem o papel de babyface. Reigns foi vaiado como sempre e Rollins também merece um destaque. A presença dos comissários e dos GMs dos shows me preocupou um pouco, uma vez que isso é quase garantia de interferência. Eu achava que a luta deveria terminar de maneira limpa independente da possibilidade de uma segunda Triple Threat. Como não houve nenhum shenanigan, deu pra ficar mais aliviado e a presença desse pessoal era dispensável. Sendo assim, o título mundial fica no SmackDown. Logo, a brand azul tem os dois títulos mais importantes da companhia, praticamente forçando a adoção de um título mundial no RAW, a não ser que você queira ver Rusev vs. Mojo Rawley no main-event do Clash of The Champions (eu sei que Rawley é do SD, tô zuando só).

A jogada da WWE de deixar o título mundial no SD foi inteligente, pois teremos uma valorização múltipla. Se você não entendeu, me acompanhe: O show secundário (SD) tem o principal título da companhia (WWE Championship). Então, isso irá valorizar o show; O show primário (RAW), por sua vez, terá o título mundial secundário (World Heavyweight Championship) para liderar sua programação. Logo, o título será valorizado. Todos saem ganhando, ao meu ver. Mudando o assunto, tivemos um espetáculo chamado de 'Sami Zayn vs. Kevin Owens'. A melhor luta da noite de longe (não exagero se eu falar a melhor do main roster nesse ano). Eu já disse que esses dois fazem um combate inacreditável em qualquer lugar. O sentimento da 'Batalha Final' apenas adicionou emoção ao confronto. Embora KO tenha perdido, ambos os competidores saíram ganhando. Espero que a WWE saiba investir nesse momentum.

De uma maneira geral, o evento foi ótimo. Bayley fez seu debut no main roster (embora ela não tenha subido permanentemente) e a Four Horsewomen Fatal 4-Way não acontecerá no Summerslam. Por quê? Porque Becky Lynch perdeu. Não faz nenhum sentido ela fazer parte desse combate. Acho até bom termos Charlotte vs. Sasha Banks no Summerslam e deixar a Fatal 4-Way para o Survivor Series. Deixe Becky crescer no SmackDown para que ela seja uma desafiante  'acreditável'. O rumo do título mundial do RAW é desconhecido (o RAW de ontem ainda não aconteceu pra mim) e temos três nomes principais para ganhar o WHC caso ele volte. Nessa ordem: Seth Rollins, Finn Bálor ou Roman Reigns. A coroação de Ambrose como o 'top guy' do SmackDown foi uma ótima maneira para fechar o melhor show do ano.

Melhor luta da noite: Sami Zayn vs. Kevin Owens
Rating: *****

Melhor spot da noite: Zayn aplica um 'Apron Brainbuster' em Owens

Pior luta da noite: The Miz vs. Darren Young
Rating: *1/2

Nota final do evento: ****1/2
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