HOW Entrevista: Bruno Astro

Confira mais uma entrevista do HOW, dessa vez com Bruno Astro, lutador da Brazilian Wrestling Federation. Confira:

Por que resolveu entrar para a Luta Livre?

R: Tive a oportunidade de conhecer o Pro Wrestling mais de perto e ir em um evento quando morava nos Estados Unidos, ao final daquele show entrei em contato com um dos lutadores e no mês seguinte comecei a treinar. Sempre estive envolvido com modalidades esportivas durante a minha vida, e depois de conhecer a luta livre em meados de 2007 a vontade de fazer aquilo que eu assistia sempre cresceu até que a oportunidade apareceu e fui feliz em poder tornar isso uma realidade.

Qual a maior dificuldade de um wrestler?

R: Cada lutador tem dificuldades diferentes, hoje no Brasil muitos tem dificuldades para treinar, é difícil encontrar pessoas que possuam instrução adequada para ministrar treinamentos, outros tem dificuldades de lutar, já que também são poucas as empresas ativas e por dificuldades logísticas (e de filosofia das empresas) é complicado para os lutadores se manterem ativos e lutando durante todos os meses do ano.

O que o Brasil precisa fazer para a LLN voltar a Crescer?

R: Essa é uma pergunta bem complexa porque envolve muitos fatores, culturais, financeiros, de tomadas de decisão por parte dos lutadores e também das empresas, enfim é bastante complicado. Mas na minha visão hoje o que mais falta para a a Luta Livre Nacional é que os lutadores e promotores entendam que a luta livre é um "business" (para usar uma expressão em inglês), e como um negócio é preciso dar uma apresentação para a luta livre (esclarecer para o público o que é luta livre e o que não é luta livre), é preciso dar uma identidade moderna, mas sem ignorar o passado e pelo contrário, valorizar muito o que já foi feito no Brasil, entender as diferenças culturais e necessidades específicas de um público alvo (e também definir um público alvo), enfim são muitos fatores a serem discutidos e poderíamos ampliar esse debate por horas.

Qual são os seus planos para o Breve Futuro?

R: Sigo treinando, neste momento não tão especificamente a luta livre, e buscando meu espaço, conheço minhas capacidades e também minhas limitações, sempre procuro melhorar em todos os aspectos pertinentes e que podem me ajudar a atingir sucesso na luta livre.

Como foi a experiência que você teve ao lado do EC3?

R: Foi fantástico, é um profissional espetacular. Na época eu estava recém na minha segunda sessão de treinamento, não tinha conhecimento para fazer algumas das atividades que ele passou no seminário, porém mais ao final da sessão ele dedicou um tempo para me passar algumas instruções onde consegui aprender algumas técnicas passadas por ele dentro do ringue, esse momento de estar dentro de um ringue de luta livre trocando técnicas, submissões e aprendendo com alguém que chegou tão longe quanto ele chegou foi sensacional.

Quem costuma ser sua inspiração nos ringues?

R: Essa é uma pergunta complicada, atualmente eu não consigo dedicar muito tempo para assistir luta livre, tento acompanhar alguns resultados e vejo algumas lutas que chamam a minha atenção (por motivos diversos). Nesse momento tenho assistido muitas coisas da NWA dos anos 80, e Telecatch nacional também dos anos 80 e 90. Mas a minha maior inspiração é sem dúvidas Bryan Danielson, não só dentro dos ringues como fora também.

De onde veio a ideia de “Astro” no nome?

R: Eu realmente não sei explicar, o nome foi escolhido um pouco antes de uma luta que eu iria fazer em um show da Pro Wrestling Rampage (PWR), eu só queria tentar criar um nome que soasse bem tanto em inglês como em português e que passasse um pouco da personalidade que eu queria desenvolver.

Cite uma luta memorável  sua?

R: Sinceramente acho que não tenho uma luta MEMORÁVEl, no sentido de "épico" ou "fantástico", talvez se considerarmos memorável como algo que aguça memórias e principalmente boas memórias, a minha estreia em eventos oficiais da PWR contra J-Rocc seja um bom exemplo.

E um adversário que gostaria de enfrentar?

R: São muitos! Mas falando de forma mais realística, gostaria muito de enfrentar o Sônico da Brazilian Wrestling Federation (BWF), pela amizade que tenho com ele e acredito que poderíamos fazer uma boa luta para o público, talvez até para entrar na categoria de "luta memorável" da pergunta acima.

O que você acha da “polêmica” sobre a luta  livre ser conhecida por ‘telecatch’  que  alguns lutadores não gostam de ser chamada assim?

R: Eu não gosto de me meter em polêmicas, principalmente de forma pública, não acompanhei muito essa "polêmica". Porém na minha opinião "Telecatch" é o termo que foi popularizado no Brasil para se referir ao Pro Wrestling, assim como o termo "luta livre" também é usado, ambos são válidos e tem o seu momento. É importante entender o contexto no qual os termos são usados, Telecatch foi um termo muito popular no Brasil do início da era televisiva da luta livre até o início dos anos 2000 (mais ou menos) é o termo pelo qual grande parte do público (e aqui eu falo do público em geral, da população brasileira, e não do público que necessariamente acompanhe a luta livre) conhece a modalidade, portanto na maioria das vezes vai ser o termo utilizado por portais de notícias e sites de grande alcance do país. Sinceramente acredito que as pessoas podem se referenciar a modalidade da forma com a qual se sentirem mais confortáveis, desde que não usem certos termos com a intensão de denegrir alguém ou a própria modalidade, e quem não estiver confortável com determinados termos, simplesmente não os utilize, é simples.

Quais empresas você acompanha?

R: No presente tenho acompanhado WWE até com uma certa frequência, como há muito não acompanhava. Também acompanho um pouco a NJPW. Mas também assisto muitas "lutas soltas" por aí de várias épocas e diferentes estilos, procuro sempre aprender com o que assisto.

Obrigado por dar essa entrevista,  deixe um recado aos leitores
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R: Agradeço ao House of Wrestling pelo convite da entrevista e fico feliz em poder contribuir da melhor maneira possível, obrigado aos leitores que acompanharam a entrevista. Convido as pessoas que quiserem conversar um pouco mais sobre as questões debatidas aqui, que o façam, nos comentários dessa matéria, ou nas redes sociais. Por último queria divulgar onde os leitores podem entrar em contato comigo e acompanhar meu trabalho. Facebook: http://www.facebook.com/TheBrunoAstro , Twitter: http://twitter.com/TheBrunoAstro , Instagram: @thebrunoastro  e Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCiBEev_ciI9u-j8aU90fTOQ (me ajudem a chegar nos 100 inscritos para eu poder mudar para /thebrunoastro também! hahahaha). Abraço a todos!

@MarioLima_97

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