Will's Ratings #1- RevPro High Stakes 2017

Fala, galera. Aqui é o Will e a partir de hoje irei trazer minhas opiniões e ratings sobre alguns PPV's e shows pelo mundo do Pro-Wrestling. Irei começar com o evento High Stakes, realizado pela Revolution Pro Wrestling no dia 21 de Janeiro de 2017.

RevPro British Cruiserweight Title Match: Josh Bodom venceu Ryan Smile
-O que é de se esperar de uma opening.  Ryan fez um trabalho muito bom como babyface, enquanto o heel work de Josh foi bem fraco. A ofensiva de ambos é bem mediana, mas conseguiram encaixar bons rope-spots para dar um tom atrativo a luta. Uma coisa que me agradou foi como eles não foram toda hora para os nearfalls, não cortando muito o clímax da match, porém, o selling foi bem fraco e isso atrapalhou. No geral, conseguiram tirar boas reações da crowd e fizeram uma luta atrativa e divertida de se assistir.

Rating: * 3/4.

RevPro British Tag Team Title Match: Charlie Sterling & Joel Redman (c) venceram War Machine (Hanson e Ray Rowe)
-Boa match. War Machine sendo dominante por boa parte da luta foi bem interessante, abrindo espaço para os comebacks muito bons de Sterling e Redman, além de ambas as duplas trocarem inúmeros hits excelentes. A intensidade foi boa, assim como a psicologia, souberam dosar bem a hora de aplicar os moves e irem para o pinfall. Não houve uma má atuação de nenhum dos envolvidos, o que também contribuiu para a qualidade.

Rating: ** 3/4.

Singles Match: YOSHI-HASHI venceu Pete Dunne
-Boa match com um bom build. Contou com um começo lento, com ambos trocando algumas submissions, sem partir para a ofensiva para se resguardar para o final. YOSHI-HASHI executou bem o papel de underdog com seus comebacks, assim como o Dunne foi muito bem como o heel dominante. Ambos trocaram bons counters e strikes no final, o que foi bom, pois controlaram o pace e a intensidade muito bem. Poderia ser melhor, mas era uma match para preencher card e não dava para se esperar uma atuação de gala das duas partes.

Obs: Pete Dunne estava over e sendo reconhecido pela crowd devido a sua grande atuação no WWE UK Tournament.

Rating: ** 1/4.

Singles Match: Zack Sabre Jr. venceu Marty Scurll
-Uma das melhores technical matches que já vi em um bom tempo, com dois wrestlers que se conhecem como ninguém.
Começou com um build bem intenso apesar de ter se passado boa parte no chão, com ambos aplicando alguns counters e submissions para mostrar o entrosamento entre si e manterem o público entretido. A match não perdeu a intensidade do começo ao fim, o que contribuiu muito para prender quem estava assistindo. A história desenvolvida dentro do ringue foi excelente, com dois amigos que formam uma tag desde 2008 até os dias atuais tentando provar quem é o melhor, não importando como irão conseguir a vitória. O trabalho de personagem de ambos foi ótimo, e isso contribuiu para o build da match e da história. Marty sendo o heel dominante e tentando bater o Zack com toda sua ofensiva e não se importando de usar golpes sujos para isso foi excelente, assim como o trabalho de underdog por parte do Sabre, mostrando todo seu coração e espírito de luta e não desistindo em nenhum momento.
Boa parte da match foi baseada no Scurll fazendo o trabalho por cima e o Sabre vendendo muito bem a surra desferida. Ambos mostraram uma psicologia excelente, sabendo a hora certa de desferir os big moves e ir para os pinfalls, além de como souberam dosar bem a intensidade não perdendo o público em nenhum momento, trocando bons hits e chops acrescentando o hard-hitting. O final teve emoção e drama, com excelentes counters e reversals por parte dos dois. Apesar do comprimento de 45 minutos, em nenhum momento a luta se demonstrou cansativa ou enjoativa, que é uma coisa que merece ser destacada e ressaltada. 

Um ponto negativo foi a falta de violência na hora de trabalhar em alguma parte específica do corpo, algumas vezes eles aplicaram algumas submissions bem aleatórias e desnecessárias, mas isso não tira todo o brilho e genialidade aplicada pelos dois.

Rating: **** 3/4.

Singles Match: Trent Seven venceu Trevor Lee
-Uma luta cômica e elétrica do começo ao fim. Não houve muita psicologia ou selling, mas foi divertida de se assistir. Trevor com seu clássico heel work sendo hostil com a crowd, enquanto Trent esteve bem como babyface. Conseguiram tirar boas reações do público e fizeram uma match bem intensa, contando com bons strikes, counters e nearfalls apreciáveis de se ver para uma match rápida e efetiva.

Rating: *** 1/4.

Singles Match: Jay White venceu Martin Stone
-Essa seguiu a mesma fórmula da anterior (com exceção da comicidade), mas não com a mesma qualidade. White e Stone não colocaram muito esforço em seus personagens, tornando esse ponto bem fraco. Apesar do pace e da intensidade terem sido legais, eles foram demais no nearfalls, não encaixando alguma sequência legal, mas trocaram vários strikes interessantes. No geral, foi uma match ‘’assistível’’, mas muito fraca para um Co-Main Event.

Rating. ** 1/2.

RevPro British Heavyweight Title Match: Katsuyori Shibata (c) venceu Matt Riddle
-Pelo tempo pequeno que foi dado aos dois, correspondeu as expectativas.

Teve o começo lento, com algumas trocas de submissions para dar uma elevada nas reações da crowd, com um arm-work bem ‘’filler’’ e fraco por parte do Shibata que não merece ser relevado ou cobrado selling por parte do Riddle, mas a partir dali, tomou o pace interessante.
Foi uma exibição incrível de hard-hitting, com trocas de elbows strikes e chops, com uma intensidade física impressionante e com boa psicologia, sem muitos nearfalls, assim, não quebrando o clímax e a intensidade apresentada pelos dois, sabendo dosar muito bem para não causar a exaustão. Contou com um selling bom, onde ambos venderam os golpes muito bem. A sequência de German Suplexes lembrando as matches pelo NEVER Openweight Championship foi um momento bem legal e que merece ser ressaltado. O trabalho de personagem de ambos também foi bom. Shibata fazendo o papel de Champion durão e exibido foi excelente, recusando o aperto de mão do Riddle e mostrando não sentir dor na sequência de chops. Matt fez o típico papel de babyface para agradar a crowd, e fez muito bem.

Como um todo, foi excelente. Apenas esperava um pouco mais de tempo para um build melhor, mas quase não se teve pontos negativos, e é um estilo de match que me agrada muito por ser simples e efetivo.

Mais uma vez, a RevPro realiza uma excelente ‘’dream match’’ digna de Main Event.

Rating: **** 1/4.



Bom, é isso, galera. Espero contar com o feedback e opiniões de vocês sobre algumas matches. Caso tenha assistido o show, deixe sua opinião e análise nos comentários, é sempre bom contar com outras análises e pontos de vista.

Até o próximo show!
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