Impact Unscripted #1: "Reconstruindo do zero"

O cenário não é favorável para a GFW. 

Não é segredo para ninguém que o mercado anda meio desfavorável ao PW atualmente e já não faz parte dos esportes (ou entretenimento) mas assistidos da atualidade, e isso se complica ainda mais quando sua empresa passou os últimos anos em meio a turbilhão de notícias de falência, excesso de saídas e outras polêmicas.

No mercado atual existe uma empresa a anos-luz de distancia das outras que vem impedindo o progresso das outras contratando os principais nomes disponível (e não estou criticando a postura dela) com um salário mega atrativo para os wrestlers, que já perceberam que é inevitável e o caminho natural das coisas é seguir para a empresa do Titio Vince. Analisando o cenário ainda observamos as emergentes (NJPW e AAA) que também tem o seu lado de conquista muito forte por ter os principais nomes quando analisamos fora do circuito da WWE (Omega, Okada, Tanahashi) e um projeto mega atrativo que não vem tendo os resultados esperados e já tem seu progresso questionado (Lucha Underground).

Após essa pequena introdução existe duas empresas americanas que vem tentando voltar ao mercado com estratégias diferentes e só poderemos dizer eficientes em um futuro. Não vou analisar a ROH, já que não se faz necessário e nem é o intuito do quadro. E Ai chegamos a GFW Wrestling, uma empresa que vem conseguindo voltar ao mercado de uma maneira muito positiva, aliada a outras empresas com uma nova dona (Anthem) e com uma gestão que lembra os melhores anos da empresa (porém dessa vez com uma gestão financeira bem melhor).

A empresa vem conseguindo mostrar uma capacidade de renascer das cinzas surpreendente, mas isso não faz com que o cenário melhore para a companhia. Ainda existe os riscos e ficar na empresa ainda é uma aposta que pode custar muito caro, meio que está funcionando como uma empresa de passagem e remodelação para retornar ao colo do Titio Vince e isso é questão de tempo para determinados nomes (ECIII e Storm), além de depósito de nomes rejeitados (que nem sempre são ruins - ex: Moose) pelo Vince e outras estrelas que estavam meio que escanteadas no mercado (El Patrón, Matt Sydal e Low Ki - próximo assunto abordado no quadro).

Ainda é importante salientar que  com o investimento do Vince no mercado inglês e com a facilidade dada a EVOLVE como empresa formadora de talentos, nomes novos no mercado acabam optando por outros caminhos, dificultando o crescimento de uma nova base sólida para a companhia, além da questão do contrato que não repassa dinheiro dos merchan's aos wrestlers e que deverá sofrer alterações se quiser atrair grandes nomes do mercado (Rey Mysterio e Austin Aries), contrato esse que levou a mais uma leva de saídas da companhia.

Por fim nunca ninguém pensou que seria fácil reerguer a companhia após anos de "falência" e idéias tolas, perca de contratos  e outros malefícios. Porém creio que a companhia irá passar por essa fase de reconstrução da marca que já abandonou de vez o nome antigo e irá conseguir mais uma vez como fênix retornar ao lugar merecido, espero que dessa vez os erros antigos não sejam cometidos novamente. 2018 tem tudo para ser um grande ano para a empresa e um ano que irá definir o futuro sem sombra de dúvidas.

VIVA, GFW!