HOW Star Ratings - WWE NXT Take Over: New Orleans - House of Wrestling - Tudo sobre WWE e Pro Wrestling em geral

HOW Star Ratings - WWE NXT Take Over: New Orleans

Olá galerinha da House of Wrestling, aqui quem escreve para vocês é Josué Elias do Canal do YouTube Clube do Wrestling, e hoje estou trazendo mais um HOW Star Ratings, e dessa vez analisando o WWE NXT Take Over: New Orleans que aconteceu ontem, no dia 7 de Abril. Confiram as análises dos combates que rolou nesse PPV:


NXT North American Championship 6-Man Ladder Match: EC3 vs. Velveteen Dream vs. Lars Sullivan vs. Killian Dain vs. Ricochet vs. Adam Cole (w) - 4.75

Storytelling: 0.75
In-Ring Execution: 1.00
Match Psychology: 1.00
Timing: 1.00
Innovation: 1.00


Resultado: Existiam 5 nomes razoáveis para vencer. O único que não era razoável era o Killian Dain por ser o único ali que não era Draw suficiente pro título no momento e por não ter nenhuma construção mais pesada no cenário solo do NXT. Dos outros 5 nomes, tinha os debutantes, EC3 e Ricochet, que poderiam muito bem ter vencido pois eles tinham Hype para isso. Mas ainda não tinham uma construção dentro do NXT que fizessem eles serem mais prováveis de sair vencedor. Aliás, é muito raro a WWE dar títulos a estreantes. Haviam três nomes sobrando, que no cenário solo do NXT eram bem construídos e bons Draws pro título. Mas o melhor construído na minha opinião era Velveteen Dream, que já vem roubando a cena por muito tempo e poderia ser uma aposta. Só que, o problema é que Velveteen Dream não é um Draw suficiente por ainda ser muito novo no Pro Wrestling. Lars Sullivan é um caso diferente pois ele está sendo vendido como dominante, entretanto, sendo o Wrestler de menos talento do combate e não tendo nenhum apoio do público (embora isso não fosse necessário). Adam Cole reunia o talento, o merecimento, a construção dentro do NXT e a credibilidade para carregar o cinturão, sendo assim, a melhor escolha pro momento.

Combate: Uma obra de arte. Uma Spotfest digna de ser assistida. Começou enérgico e não parou mais. Ricochet arriscou um Springboard Shooting Star Press logo no início do combate mostrando para o que veio no NXT. Depois disso, foram construídas sequências sensacionais. Muitas delas sem tanto propósito a não ser divertir quem estava assistindo. E não só as sequências foram a font de entretenimento como também alguns elementos do Storytelling que colocados em certos momentos construíram uma narrativa interessante. Primeiro Adam Cole se alia a EC3 e depois EC3 faz a Taunt de Adam gritando ''EC3 Baby'' quebrando a aliança de uma forma engraçada e ao mesmo tempo divertida. EC3 segurou esse papel desde o início para dar um lado cômico pro combate. Num splot secundário, o embate entre Killian e Lars Sullivan deu tanto um ar de rivalidade quanto um ar de fisicalidade pro combate, dando uma atmosfera mais pesada (não é porque eles são gordos) nas vezes em que apareciam. Não houve uma aparição de Personagem tão grande de Velveteen Dream, o que faltou um pouco para inseri-lo na narrativa. Ricochet ficou por conta dos movimentos mais plásticos do combate, mas também atuou de forma primorosa no Selling, propiciando uma extensão maior pros arsenais de seus oponentes e atuando perfeitamente para dar emoção ao combate. Por fim, só restou falar dos diversos Spots, envolvendo ou não as escadas. Para fazer um Top 3 rápido seria o Moonsault de Ricochet de cima da escada para fora do ringue, os PowerSlams em sequência de Killian Dain e Lars Sullivan nas escadas posicionadas fora do ringue e o Spot de Velveteen Dream em cima de Ricochet quando ambos estavam lutando em cima da escada que estava apoiada em outra escada e no corner (vale lembrar aqui a atuação no Selling de Velveteen Dream e Ricochet nesse momento que pareciam terem sido mortos depois do Spot).

NXT Women's Championship Match: Ember Moon (c) vs. Shayna Baszler (w) - 3.50


Storytelling: 0.50
In-Ring Execution: 0.75
Match Psychology: 0.75
Timing: 0.50
Innovation: 0.75


Resultado: Muita gente não gostou (eu sei), mas eu gostei e vou explicar o porquê desse ter sido o melhor resultado. Primeiro, por uma consequência natural do que aconteceu com a Divisão Feminina do NXT nos últimos anos, o título feminino do NXT por agora vai precisar de um revezamento de campeãs maior, obviamente pelo fato do título ter passado mais de um ano com a Asuka. Tem muita gente na fila por esse título e a Ember Moon era a primeira e ganhou o seu reinado. Foi curto? Foi. Poderia ser um pouco mais longo? Poderia. Mas não seria o ideal. O ideal seria inclusive se a Shayna tivesse vencido logo de cara no NXT Take Over: Philadelphia para ''chocar'' mais o público. E a Shayna, por mais que muitos possam não gostar, tem tudo que é necessário para ser campeão. Primeiramente, ela tem um estilo bastante diferente que não é apresentado por praticamente ninguém em todo o Roster da WWE. Ela adota um Catch Wrestling bem agressivo com resquícios de crueldade, que agrega bastante ao Personagem dela. Evidentemente que por conta desse estilo agressivo, ela se estabeleceu rapidamente como um nome dominante (mais dominante inclusive do que a Peyton Royce) fazendo dela um nome suficiente para ''furar a fila'' de muita gente que estava a mais tempo no Roster. Ela será uma excelente vilã com o título, mas novamente, não acredito que ela leve longe.

Combate: O combate teve um tempo bem reduzido, fazendo com que elas tivessem que pular certas etapas de desenvolvimento e indo diretamente pro desfecho do combate, que foi o grande ás dessa partida. Inovaram bastante nas ações como Personagem e nos caminhos em que elas buscaram para a vitória. A Ember usou o mesmo recurso que a Shayna comumente usa, atacando o braço dela. Isso foi inesperado, mas certamente não foi necessário e não agregou muito na química entre as duas dentro de ringue. Na verdade, isso atrapalhou a construção da dominância de Shayna no ringue, algo que era necessário e coerente com os Personagens e com o enredo da rivalidade. Isso ainda gerou um momento bastante estranho em que a Shayna tentava aliviar a dor no braço batendo seu ombro no poste do ringue, como se ela estivesse tentando recolocar o braço no lugar. Foi bizarro isso, desnecessário também, mas não foi algo tão ruim a ponto de desqualificar o Storytelling. Como não teve uma estruturação que preparasse um contexto coerente pro desfecho do combate, o Storytelling teve muitos furos, com ambas tentando definir o combate sem um sentido para isso. Ainda assim, o público se envolveu no Clímax da Match se mantendo tenso pela possível derrota de Ember. Se houvesse uma estruturação que não pulasse tantas etapas, certamente o público estaria muito mais ocioso nesse final que foi muito bem executado. 

NXT Tag Team Championship Three-Way Match: Undisputed Era (c) (w) vs. Roderick Strong & Pete Dunne vs. Authors of Pain - 4.00


Storytelling: 0.75
In-Ring Execution: 1.00
Match Psychology: 0.50
Timing: 0.75
Innovation: 1.00


Resultado: Sim, já era esperado que a Undisputed Era iria reter o título de Tags, ainda mais com Adam Cole tendo ganho o North American Championship, tendo assim a oportunidade de fazer com que todos da Stable segurem pelo menos um cinturão. Mas o que não era esperado era Roderick Strong trair Pete Dunne para ajudar a Undisputed Era, e ainda pegar a braceleira de Adam e colocar no próprio braço como se o mesmo estivesse se colocando dentro da Stable. Um Heel Turn num palco como esse da forma como aconteceu foi realmente muito épico e fez com que o público voltasse a se ligar nessa divisão.

Combate: Era bem movimentado, com um Pacing acelerado e dinâmico, todas as Tags coordenando bem os movimentos e com sequências muito boas sendo executadas. O problema é que em muitos momentos não havia um enfrentamento ou uma construção para que houvesse um enfrentamento psicológico maior. O público se envolveu com as sequências mas não se envolveu com os Personagens, fazendo muitos apogeus da Match não surtirem tanto efeito na Crowd. A Crowd parecia perdida e um desfecho final realmente interessante poderia fazer com que o público se envolvesse mais. E foi o que aconteceu, mas não através de uma sequência realmente impressionante, mas através do Heel Turn de Roderick Strong, que por mais que tenha sido repentino demais e não tivesse tido tanto propósito assim na estruturação do combate, ao menos serviu para deixar o público animado e interessado em alguma coisa em relação ao combate.

NXT Championship Match: Andrade ''Cien'' Almas (c) vs. Aleister Black - 4.50


Storytelling: 1.00
In-Ring Execution: 1.00
Match Psychology: 0.75
Timing: 1.00
Innovation: 0.75


Resultado: Aleister Black vem sendo construído para essa conquista a muito tempo. Mesmo quando parecia ser a hora dele, seguraram ele um pouco para apostarem em Almas, que fez até então um ótimo reinado com grandíssimos combates. A vitória dele nesse NXT é a consagração de todo o trabalho que a WWE fez nele, o construindo como um grande Top Guy do NXT. Não sei se ele leva esse título por muito tempo. Talvez sim, com a chegada do North American Title o título principal não fica tão concorrido.

Combate: De um lado um Heel tradicional que busca adquirir as mais diversas vantagens para vencer o oponente e do outro um Face que parece muito mais um Heel, sério e em busca de um único objetivo: Acabar com Almas. Essa proposta foi clara desde o início e acentuaram bastante essa rivalidade. O que Aleister iria trazer de diferente para poder superar todas as adversidades que existem ao enfrentar um Heel tão covarde mas ao mesmo tempo muito técnico e difícil de ser batido? Muitos obstáculos precisavam ser vencidos e a ampla dominância de Almas criava essa tensão de ''será que Aleister consegue?''. Uma pergunta corriqueira que qualquer um deve ter se feito ao assistir o combate. Com isso vem a aflição, a ansiedade, a comoção e a torcida para Aleister que culminava numa frenética atuação do público em todo o contexto emocional. Obviamente que em certos momentos, essa aflição se tornou um pouco exagerada e não se converteu em empolgação com muitos golpes apresentados, ainda que o estresse psicológico, a fadiga física e a conexão emocional tenham sido fatores presentes na atuação principalmente de Aleister. O desespero pelo desfecho do combate foi protagonizado principalmente por Almas que de um jeito ou de outro queria acabar logo com aquilo e sair vitorioso. E a cada Kickout de Aleister Black, uma comoção geral que fazia até mesmo o mais sonolento espectador acordar. Almas apresentando movimentos sensacionais, reversals a todo momento, revira-voltas, embates físicos e psicológicos, sequências interessantes moveram a Match para um patamar bastante diferenciado. Faltou mais empolgação do público porque ao mesmo tempo faltou muito mais presença de Aleister nos movimentos apresentados e também algo, uma sequência, um movimento ou uma ação diferenciada que levasse o público ao delírio e introduzisse ao Clímax da Match. O desfecho foi executado razoavelmente bem, mas foi repentino, com um toque de surpresa que ao meu ver não foi suficiente para dizer que o combate foi perfeito, e acredito que muitos do que assistiram também não tiveram essa sensação.

No-Sanctioned Match: Tomasso Ciampa vs. Johnny Gargano (w) - 4.75


Storytelling: 1.00
In-Ring Execution: 0.75
Match Psychology: 1.00
Timing: 1.00
Innovation: 1.00


Resultado: Tinha o final feliz e o final triste. Optaram pelo final feliz e pela permanência de Johnny Gargano no NXT. Eu realmente pensava que seria a hora de Gargano sair e que ele perderia esse combate. Mas não. Talvez ainda tenha muito futuro para Gargano no NXT e ele ainda possa se coroar NXT Championship.

Combate: Houveram pouquíssimos erros de execução técnica de alguns movimentos e alguns Sellings mal feitos também. Mas fora esses erros, o combate foi simplesmente perfeito. Começaram dando um clima pesado para a Match com o uso intensivo de objetos e de ataques fora do ringue. Movimentos perigosos e estratégias letais para causar dano no adversário foram os norteamentos que ambos encontraram para superar um ao outro. Ao tirar a proteção do chão do lado externo do ringue, ali estava desenhado o primeiro Spot da Match que veio a acontecer um tempo depois, com um PowerBomb de Gargano em Ciampa, saindo do amplo domínio de Ciampa. Posteriormente, o elemento mais simbólico do enredo dessa Feud, as muletas que Ciampa pegou de um espectador lesionado da Crowd serviu tanto para aumentar o Hate em cima de si com tal atitude desprezível tanto para inserir o elemento na partida. O objeto foi muito bem utilizado, com Gargano desviando dos golpes iniciais de Ciampa com a muleta e depois com Gargano conseguindo o objeto e desferindo diversos golpes com ele para o delírio do público. A partir dali, muitos embates físicos e psicológicos, com ambos mostrando repulsa e ódio um pelo outro. Gargagno tentava investidas agressivas, dava tapas na cara e tudo mais, enquanto Ciampa explorava ao máximo Dirty Wrestling posto que a estipulação do combate permitia tais movimentos sem sanção para ele. Dessa forma o público se conectou com Gargano cada vez mais, vibrando a cada Kickout e movimento seu. O ápice dessa explosão do público foi nos dois Kickouts dele depois de dois Finishers de Ciampa, sendo o segundo da terceira corda. Nada mais empolgante do que um Kickout nessa situação bem formulado pela estruturação desenvolvida ali. Com isso, o desfecho final que foi bastante inovador, explorou a relação entre os personagens, deu uma tensão psicológica na Crowd e fez sentido de acordo com o Storytelling, já que o Gargano não foi tão facilmente enganado pela ''carinha fofa'' de Ciampa. Aliás, Gargano finalizou Ciampa utilizando a joelheira que Ciampa havia tirado para tentar acertar em Gargano, mostrando como todos os elementos do ambiente foram bem utilizados. 


Então essa foi a Análise de PPV de hoje galera. Não percam a Análise que terá da WrestleMania 34 também, beleza? Um abraço e até a próxima!

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