HOW Star Ratings - NXT TakeOver "New York" 2019

Olá galerinha da House of Wrestling, aqui quem escreve para vocês é Josué Elias, colunista da HOW, trazendo mais um HOW Star Ratings, e dessa vez analisando e avaliando os combates que aconteceram no NXT TakeOver: New York 2019 que ocorreu na última Sexta-Feira, dia 5 de Abril. Então, sem mais enrolações, vamos às análises:

NXT Tag Team Championship Match: War Raiders (Hanson & Rowe) (c) (w) vs. Ricochet & Aleister Black - 4.75


Storytelling: 0.75
In-Ring Execution: 1.00
Match Psychology: 1.00
Timing: 1.00
Innovation: 1.00


Resultado: Não se sabe o que a WWE está planejando para Aleister Black e Ricochet. Pessoalmente, acredito que Ricochet poderia começar a rondar a disputa pelo NXT Championship, enquanto o Aleister Black já deveria ter subido integralmente pro Main Roster. Pensando por essa perspectiva, seria errado entregar o título de Tags para eles, a não ser se eles perdessem rápido o título. E entre eles perderem rápido e os War Reiders terem um reinado mais longo, eu prefiro um reinado mais longo.

Combate: Faltou muito pouco para a perfeição. É na verdade quase impossível elencar defeitos nesse combate. O que é possível elencar é que o combate estava tão bom, que o final um pouco mais simplório não deu conta de acompanhar o nível do resto do combate. O final exigia algo mais grandioso do que realmente foi, pois o combate em si foi grandioso. Eles apostaram bastante no casamento entre as duplas, com Aleister ficando com Rowe e Ricochet ficando com o Hanson. A proposta foi bastante explorada e isso deu para construir uma química boa entre eles, onde as interseções entre as performances das duplas se alinhavam com o cruzamento entre elas, como indicativo dos apogeus da estrutura da narrativa. Aleister e Rowe foram geniais em guardar os movimentos direto como sinal de respeito, com um toque de ''toma cuidado comigo''. Ricochet e Hanson, não repetiram a mesma química dos outros dois e focaram muito mais nas suas qualidades acrobáticas, disputando a hegemonia nesse setor. Basicamente, cada personagem cumpriu sua função básica de maneira que a interação entre eles soasse natural e facilmente digerida pelo público, que se envolveu fortemente com a narrativa em todos os momentos. Portanto, o terreno para o aumento do ritmo gradativo e o aumento da expressividade dos golpes foi bem forrado, e eles tiveram apenas que seguir o percurso de fazer movimentos cada vez mais empolgantes e espetaculares, todos muito bem encaixados e executados, com nearfalls exuberantes e spots complexos, sem quebra de ritmo e sem destoar da atmosfera do público, que foi intensa na contribuição para a execução das principais sequências. Uma das melhores lutas de Tag da história do NXT e da WWE, que não obstante, foi premiada com uma salva de palmas quase eterna às duas duplas, principalmente aos derrotados Ricochet e Aleister Black, que foram perfeitos nas suas atuações. 

NXT North American Championship Match: Velveteen Dream (c) (w) vs. Matt Riddle - 4.50


Storytelling: 0.75
In-Ring Execution: 1.00
Match Psychology: 1.00
Timing: 0.75
Innovation: 1.00


Resultado: Já disse aqui que eu não acho que o Matt Riddle deveria aspirar grandes coisas na WWE. Não por não ser bom, mas devido à concorrência. Hoje ele estava destinado a mostrar que eu estava errado? Muita gente diria que sim, pois ele teve uma excelente atuação nesse combate. Mas ainda sigo na minha linha de raciocínio. Ele é o tipo de cara que pode entregar grandes rivalidades e grandes combates. Só que a partir daí ser alguém que traga os holofotes necessários pros títulos, a ponto de que ele seja destinado a grandes conquistas, eu acho que tem muita gente na frente dele nesse sentido. Por isso, acho que Velveteen ter retido nesse momento foi a escolha certa, pois o mesmo está a mais tempo sendo construído e muito mais consolidado como personagem. No futuro, Riddle, com uma boa construção por trás pode aspirar coisas grandes no NXT. Eu ainda vou continuar preferindo que ele vire uma nova versão do Kassiu Ohno. Porém, com atuações como a que teve hoje, ele pode acabar não sendo utilizado da forma que eu prefiro e muita gente torce por isso. Vamos ver como ele vai ser utilizado.

Combate: Inicialmente, parecia que ele iria ser mal estruturado com uma sequência de eventos meio 'cagados'. Estava indo rápido demais depois do Chain Wrestling, e isso costuma acontecer quando o combate tem pouco tempo e já querem partir logo pro final. O público se empolgou rápido e vibrou com cada movimento intensamente desde então. Basicamente, a Crowd carregou um combate que não foi tão bem estruturado. As coisas começaram a se acertar pro final, numa narrativa que ficou em volta de um ''soquinho'' como cumprimento e em volta das ''sandices'' do Velveteen, que dominou o público nesse combate. Riddle, mais distante do envolvimento com o público, deu a volta por cima no próprio combate com movimentos muito bem aplicados e impressionantes pela expressividade. Desde então, com naturalidade, eles devolveram golpes um no outro e restou apenas entregar sequências bem elaboradas para construir a base pro desfecho, que terminou num excelente Roll-Up aplicado pelo Velveteen, para a surpresa de todos, mantendo o resultado sempre imprevisível.

WWE United Kingdom Championship Match: Pete Dunne (c) vs. Walter (w) - 3.75


Storytelling: 0.75
In-Ring Execution: 0.75
Match Psychology: 1.00
Timing: 0.75
Innovation: 0.50


Resultado: O reinado mais longo dos últimos tempos teve fim, e por uma peculiaridade negativa. Muita gente exalta esse reinado, pelo seu período, mas a grande verdade é que ele só perdurou por tanto tempo porque Pete Dunne sobrava na divisão do Reino Unido. O único que fazia sombra era o Tyler Bate, a quem a WWE não confiou outro reinado. Sem nomes para bater de frente, o reinado foi simplesmente se estendendo, até que finalmente a WWE contratou o Walter. Se o Walter tivesse chegado a mais de um ano atrás para disputar esse título, o resultado seria imprevisível. Já com tanto tempo, sendo contratado recentemente, ficou evidente que não poderia ter outro resultado a não ser esse. Esse reinado eterno precisava ter fim, e isso é bom tanto pro Walter como pro Dunne. Walter já chega sendo amplamente valorizado e Pete Dunne é liberado para ter outras aspirações, e quem sabe, disputar o North American ou NXT Championship.

Combate: Faltou muita coisa pro tempo que foi dado e pro 'hype' que todos estavam para esse combate. A estratégia de deixar o ritmo devagar e ir aumentando aos poucos é muito boa quando se tem tanto tempo para trabalhar a narrativa. Exagerando nessa estratégia, como aconteceu entre os dois, é perigoso que o tempo despendido para a Slow Build se arraste demais a ponto de não envolver o público o suficiente para quando finalmente vier o clímax. Mesmo nos momentos de aceleração, não conseguiram manter o ritmo, provavelmente pela fadiga dos dois. Restou então algumas poucas sequências mais rápidas e elaboradas. A complexidade trazida também foi pouca. O domínio do Walter deu tônica da narrativa e impediu de certo modo que o Dunne tivesse mais liberdade para fazer transições mais complexas. E como o Move-Set do Walter é bem simples, sem essa liberdade maior pro Dunne, o combate acabou ficando muito monótono e pouco criativo. Ainda conseguiram manter a imprevisibilidade dos movimentos mesmo assim, quando focaram na guerra de movimentos diretos e brutais, como se estivessem constantemente se torturando. Foi assim que exploraram bastante a psicologia do combate, através da tortura física, que Dunne faz tão bem, mas foi quase que completamente anulado todo o combate pela resiliência psicológica e física que Walter apresentou. Sempre que Dunne tentava torturar Walter, ele era anulado quase que imediatamente, como se seus golpes não fizessem efeito, o que faz total sentido dentro do enredo desse reinado. O homem que venceu Dunne foi o único capaz de resistir e devolver numa moeda ainda maior a tortura física que ele aplica.

NXT Women's Championship Fatal-4-Way Match: Shayna Baszler (c) (w) vs. Bianca Belair vs. Io Shirai vs. Kairi Sane - 3.25


Storytelling: 0.50
In-Ring Execution: 0.75
Match Psychology: 0.75
Timing: 0.75
Innovation: 0.50


Resultado de imagem para fatal 4 way nxt takeover new york

Resultado: O reinado da Shayna está chato e o público não está aguentando mais. Talvez seja a hora de mudar. O problema é que estão demorando demais para criarem um enredo onde faça sentido a perda desse título e não é por falta de nomes para enfrentá-la. Todas as três teriam plenas capacidades de tirar o título feminino da Shayna com tranquilidade. A mais cotado pro momento seria a Io Shirai, que até o momento não lutou sozinha contra a Shayna. Espero que já pro próximo TakeOver eles botem as duas para se enfrentar, e a Io para tirar esse título da Shayna, para ver se a divisão feminina volta a ter um pouco mais de destaque e empolgação do público.

Combate: Fora os problemas técnicos de falta de naturalidade na atuação de certos plots da narrativa, não tivemos outros grandes problemas além da falta de criatividade em criar uma história nova e empolgante. Tudo que esperávamos aconteceu, e o final absolutamente previsível colaborou para que esse combate não tenha se destacado tanto quanto poderia. Era previsível que Io, Kairi e Belair iriam se destacar por grandes movimentos e que a Shayna apenas iria se aproveitar no final para aplicar seu finalizador ou vencer por um Roll-Up. E afinal, isso aconteceu quando Belair aplicou uma queda fantástica na Io e na Kairi ao mesmo tempo e depois a Shayna simplesmente aplicou seu finalizador na Belair. Roteiro previsível e combate nada fora do normal.

NXT Championship 2-out-3 Falls Match: Johnny Gargano (w) vs. Adam Cole - 5.00


Storytelling: 0.75
In-Ring Execution: 1.00
Match Psychology: 1.25
Timing: 1.00
Innovation: 1.00

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Resultado: Parecia muito que seria o momento de Adam Cole segurar o título do NXT. A peste em que Gargano tem de sempre bater na trave na hora de conquistar algo grande já havia se quebrado quando ele conquistou o North American Championship em cima do Ricochet, só que com ajuda do Ciampa. Dessa vez, ele enfrentaria Adam Cole, sem ajuda de ninguém, e com provavelmente a Undisputed Era inteira interferindo. Quem apostasse no Johnny era maluco. Ainda assim, o resultado melhor era de fato o Gargano ganhando, pois ainda é a primeira oportunidade de Adam enquanto Gargano havia batido na trave outras vezes. Agora só resta especular como vai ser o reinado de Johnny. Não gostaria de ver o Adam Cole ganhando uma nova chance tão rápido. Acho que essa briga interna entre a Undisputed Era pode gerar uma boa rivalidade, preparando ainda mais o personagem de Adam para uma futura disputa de título. Entre os principais candidatos, restam apenas o Aleister Black e o Ricochet, a não ser que, eles continuem como dupla, e a WWE promova o Matt Riddle ou Keith Lee, o que seria uma boa caso queiram estender o reinado do Johnny. Ainda poderia ser que Velveteen Dream perca o título nas gravações dos episódios semanais e Johnny tivesse sua revanche contra ele na disputa pelo título do NXT, onde eu acho que Gargano seria amplamente favorito e quem sabe uma volta do Ciampa (apesar de ser bem repetitivo). São muitas possibilidades boas para esse reinado que com certeza vai gerar ótimas rivalidades e ótimos combates.

Combate: É preciso que eu explique coisas a respeito desse combate que eu não costumo explicar aqui no HOW Star Ratings. Dúvidas podem ser suscitadas sobre o '1.25' de Match Psychology, afinal, esse método de avaliação é inspirado no modelo de Sean Coyle, correspondente da ESPN, onde cada um desses mesmos critérios pode ter nota máxima de '1.00'. O meu método de avaliação é um pouco diferente, pois uma nota máxima em um desses critérios representaria um certo 'limite' que na realidade não existe. 'Perfeição' no Pro Wrestling não existe em seu sentido lógico, embora muitas vezes nós avaliadores reverberamos que um combate é 'perfeito'. Quando falamos que um combate é 'perfeito' queremos apenas expressar com palavras pomposas o quanto gostamos do que foi apresentado naquele combate, e não, que ele de fato foi perfeito. Se impomos um limite de nota a cada critério, nós estamos indiretamente falando para você que de fato existe um combate perfeito. Quando não há esse limite, as possibilidades de avaliação ganham uma liberdade muito mais condizente com realidade dos fatos. Esse combate teve uma Psicologia tão absurda e envolvente, que ele superou consideravelmente nesse aspecto muitos combates que comumente tem '1.00' de Psicologia, o que permite numa das raras vezes em que um critério pode ser chancelado como '1.25'.

Agora, dissecando sobre o quão maravilhoso foi esse combate, eu vou abordá-lo de forma técnica, demonstrando o porquê de a narrativa não ter tido certos problemas. A interação entre os personagens foi muito boa, a história contada foi inovadora, muito bem construída e apresentada e os elementos do enredo que foram utilizados foram cirurgicamente bem encaixados. Então onde mora o problema? O problema da narrativa mora em um aspecto que costuma ser esquecido facilmente nesse tipo de estipulação ''2 out 3 Falls'', que são as fases iniciais da narrativa, onde cada Wrestler faz o seu primeiro ponto. Evidentemente que nesse momento do combate, por mais que a psicologia esteja bastante presente, é muito difícil você fazer com que haja uma reação demasiada e preocupada do público com os pinfalls, que são muito importante para a construção da narrativa. São os momentos de tensão que pontuam pro público muitas vezes em que estágio do combate os lutadores estão. Ali é uma fase inicial, onde geralmente, para um combate desse tamanho, nós sabemos que de forma alguma um dos lutadores vai perder tão rapidamente com tanta facilidade. Mas quando não se tem tanto tempo para construir uma Match onde cada um dos três pinfalls só aconteça no limite do esperado, os dois primeiros pontos da Match precisam acontecer de uma forma que se a Match fosse de um único ponto normalmente não aconteceria. E foi o que aconteceu. O primeiro ponto do Adam Cole foi ''muito fácil'' para acontecer, assim como o primeiro ponto do Gargano, fazendo com que, pela lógica, o terceiro ponto de um dos lutadores tivesse que ser mais ou menos como aconteceu os primeiros pontos. Como no terceiro ponto, os lutadores teoricamente se concentram mais e por isso, na base da adrenalina conseguem um fôlego final para resistir a mais alguns pinfalls, isso permite com que a narrativa possa criar um peso maior pro último pinfall. Acontece que, no caso desse combate, o peso do último pinfall foi muito maior do que os dois primeiros, criando dúvidas meio ilógicas: Como o Gargano conseguiu resistir tanto na parte final do combate se no início ele mal conseguiu resistir ao primeiro finalizador aplicado pelo Adam? Pode haver muitas explicações, mas nenhuma razoável suficiente para não gerar estranheza. Isso é um simples furo de narrativa, que apesar de comum, é um demérito para avaliação da narrativa do combate, que em todos os outros aspectos foi boa.

Tecnicamente, mesmo com um pequeno furo de narrativa, isso não atrapalhou em quase nada pro desenvolvimento das etapas do combate, que foram muito bem apresentadas por Adam e Gargano. No início, um combate mais técnico, fazendo o público especular quem fosse se sair melhor nesse quesito que é um ponto forte dos dois. Gargano, por lógica pura, levou uma vantagem maior no Chain Wrestling, o que gerou no Adam uma certa insatisfação que fizesse ele reagir mudando o clima com golpes mais diretos. Daí nasceu uma tensão entre Gargano que desejava controlar mais ações do combate, enquanto Adam tentava escapar daquele controle. Aos poucos, a necessidade por golpes mais expressivos começou a aparecer de forma natural, com o apelo do público, que entendendo o momento do combate, vibrou com as ações. Quando Adam parecia que se daria bem, Johnny novamente foi responsável pelos principais movimentos, até que numa sequência muito bem elaborada, com tentativas infindáveis de pinfall, por ironia do destino, Adam levou a melhor e conseguiu rapidamente aplicar seu finalizador.

Em seguida, o domínio de Adam começou a aparecer. Quando se está em vantagem no placar, o desespero para chegar ao segundo ponto é comum. E apesar de apresentar uma certa soberba, o foco do Adam em conseguir liquidar a partida ainda era grande. Porém, Johnny mostrou uma perspicácia fora do comum, que ele parece ter aprendido com Ciampa nesses últimos tempos, onde ele conseguiu dar a volta na partida em cima dos erros do Adam. Eram como papéis invertidos. Adam costuma controlar as ações do combate, e foi controlado pelo Johnny. E Johnny, que costuma ser controlado e sair de situações adversas com sua genialidade dentro do ringue, sofreu com a genialidade do Adam para sair do seu controle e conseguir vencê-lo. Na segunda etapa, o jogo virou pro que no fundo seria o normal, com Adam controlando e Johnny saindo da situação adversa em cima dos erros do próprio Adam. Dessa forma, Johnny assumiu a dianteira e com uma submissão, conseguiu o segundo ponto. Até aqui, tudo era forrado pro que viria a seguir. O combate passaria de um embate técnico para um embate emocional vibrante. Os dois sabiam que eles tinham se anulado nesse início e que só poderiam vencer o outro na base da resiliência e não mais somente pela inteligência. Eles não conseguiam mais pensar, depois de um embate técnico que esgotou suas forças.

O ritmo acelerou consideravelmente, criando uma distopia incomum ao se ver em combates de ''2 out 3 Falls'', isso porque, costumeiramente, mesmo que sejam três combates em um único combate, por se tratar de um único combate, há uma integração maior no ritmo, pois quem acabou de fazer o ponto, costuma continuar controlando o oponente, não havendo uma quebra de ritmo. Como Adam estava controlando Johnny, e Johnny saiu vencedor, e ambos tinham sofrido um finalizador cada, o vigor físico deles naquele momento se equipararam e a terceira etapa começou com ninguém controlando ninguém. Ali ficou claro que existiria um equilíbrio maior que destoaria do ritmo das duas primeiras etapas. Essa quebra distópica foi importante para energizar a psicologia do combate e levá-la ao seu extremo. Os dois, mesmo esgotados, davam provas de resiliência inimagináveis a cada segundo. E isso foi tão perfeitamente executado que impactou o público de uma maneira que eles ficaram muito mais histéricos do que estavam no começo do combate. Aqui, basicamente, as sequências responderiam por si o fator psicológico de superação do Gargano contra o fator psicológico de desespero do Adam em finalizar o combate, que ficou evidente desde o seu primeiro pinfall. Pressionado a vencer, Adam Cole se sentiu obrigado a também superar seus próprios limites para vencer um adversário que estava disposto a ir muito mais longe do que foi na primeira etapa, o que gerou outra distopia interessante para a psicologia. Mesmo sendo um furo narrativo não tão lógico, essa falta de lógica em o Gargano ter mostrado uma baixa resiliência no começo e uma resiliência absurda, completamente fora dos padrões, na etapa final, criou uma atmosfera de surpresa muito grande a cada kickout inacreditável. Existiram pelo menos cinco momentos em que Gargano deu kickout onde seria extremamente razoável ele perder. Depois da interferência da Undisputed Era, onde em dois momentos ele dá kickout e ainda consegue se livrar com golpes fantásticos de cada membro da Stable, ele em vez de terminar o combate com um golpe direto, ele faz a mesma submissão finalizadora que acaba utilizando toda a tensão pelo desfecho que foi criada até então e a transformando numa explosão histérica de comemoração com a sua vitória.

Em um combate, onde mesmo com um furo narrativo, você apresenta um final distópico, que quebra completamente as previsões de qualquer um que estava assistindo, que envolve inimaginavelmente o público com o desfecho daquela narrativa e explora todas as emoções possíveis com execuções perfeitas de cada movimento e reação de linguagem corporal, com a expressão facial de desespero do Adam se reverberando na reação de choque do público, e que, estrutura isso tão bem que faz você sair extasiado ao ver o desfecho dessa obra de arte magnífica, compensando e muito qualquer tipo de detalhe imperfeito que tenha acontecido, fazendo-os passarem despercebidos, não se tem outra opção a não ser dar 5 estrelas!






Então galera, esse foi o HOW Star Ratings de hoje. Deixem suas opiniões e avaliações nos comentários, não deixem de interagir e de compartilhar essa análise com seus amigos. Nos vemos no próximo HOW Star Ratings!

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